O infarto do miocárdio ocorre quando o fluxo sanguíneo que leva oxigênio ao músculo cardíaco é bastante reduzido ou 100% interrompido. Isso acontece porque as artérias (vasos sanguíneos) que irrigam o coração podem se estreitar pelo acúmulo de placas, compostas de gordura, colesterol e outras substâncias. Esse acúmulo leva à formação de um coágulo de sangue, que é a causa do infarto.
Quando a gente pensa em infarto, é comum imaginar uma dor forte no peito, repentina, “clássica”. Mas, na prática, nem sempre é assim, especialmente em mulheres. Ela pode surgir de forma diferente como pressão, sensação de peso no peito. O ponto é que os sinais podem ser mais variados, e às vezes aparecem de um jeito que lembra outras coisas do dia a dia (como estresse, indisposição, refluxo gastroesofágico ou cansaço). A boa notícia é: entender essas diferenças ajuda a buscar atendimento mais cedo.
Sinais que merecem atenção (mesmo quando não parecem “coisa do coração”)
A American Heart Association descreve que, além do desconforto no peito, mulheres podem apresentar sintomas como: falta de ar, náusea, desconforto em mandíbula, pescoço, costas e fadiga intensa.
Abaixo, uma tradução bem prática do que isso pode parecer no dia a dia:
- Cansaço fora do normal: um esgotamento diferente do “cansaço comum”, que aparece sem explicação clara.
- Falta de ar: ficar ofegante com pouco esforço, ou até em repouso.
- Náusea, enjoo, suor frio: sintomas que podem ser confundidos com mal-estar, queda de pressão ou virose.
- Dor ou desconforto fora do peito: mandíbula, pescoço, costas (principalmente parte alta), braços ou “boca do estômago”.
Quando procurar ajuda?
Se houver sintomas súbitos, intensos, diferentes do seu normal, principalmente se vierem em conjunto (por exemplo: falta de ar + suor frio + mal-estar), o mais seguro é buscar atendimento de urgência imediatamente. Ligue imediatamente para a emergência 192!
E vale um recado importante: não é “frescura” nem “exagero” procurar ajuda quando algo foge do seu padrão. Melhor checar e ficar tudo bem do que adiar.
Por que falar disso é tão importante?
Historicamente, muitos estudos da área da saúde incluíram menos mulheres do que homens, e isso influenciou como a gente reconhece sinais e faz diagnósticos. Hoje, há cada vez mais atenção para entender melhor como prevenir, diagnosticar e tratar doenças cardiovasculares na mulher com mais precisão.
Como o Coracentro pode ajudar?
No Coracentro, conduzimos estudos com novas classes de medicamentos para tratamento da saúde cardiovascular.
Se você tem sintomas, fatores de risco para doença cardiovascular, não espere a evolução do problema.
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