O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma das principais causas de morte e incapacidade no mundo.
A boa notícia é que muitos dos fatores de risco já são bem conhecidos, e, em grande parte, modificáveis.
Neste conteúdo, reunimos evidências científicas, incluindo estudos conduzidos pelo Dr. Luiz Marrone, pesquisador principal (PI) do CORACENTRO, para entender melhor esses fatores.
O que é o AVC?
O AVC é uma emergência médica que acontece quando o cérebro deixa de receber sangue de forma adequada, seja por entupimento (AVC isquêmico) ou rompimento de um vaso sanguíneo (AVC hemorrágico). Como o cérebro depende de oxigênio e nutrientes continuamente, essa alteração pode causar danos rápidos e comprometer funções como fala, movimento, memória e visão
No mundo, aproximadamente dois terços dos AVCs são isquêmicos e cerca de um terço são hemorrágicos. Entre os hemorrágicos, a maior parte corresponde à hemorragia intracerebral, e uma parcela menor à hemorragia subaracnoideia.
Principais fatores de risco para o AVC

Hipertensão arterial (principal fator)
- Principal fator de risco no Brasil
- Forte associação com diferentes subtipos de AVC
Dislipidemia (colesterol elevado)
- Associada à aterosclerose
- Muito presente em AVC de grandes artérias
Tabagismo
- Aumenta significativamente o risco
- Relacionado a múltiplos subtipos
Diabetes
- Impacta vasos sanguíneos
- Aumenta risco de eventos cerebrovasculares
Sedentarismo e estilo de vida
- Baixa atividade física aumenta risco
- Dieta inadequada contribui diretamente
Estresse e fatores psicossociais
- Também associados ao risco de AVC
- Influenciam comportamento e fisiologia
Até 90% dos casos de AVC estão associados a fatores de risco modificáveis, ou seja, passíveis de prevenção.
O diferencial do estudo do Dr. Marrone
O estudo conduzido no Brasil em Porto Alegre, analisou 688 pacientes com AVC isquêmico e mostrou que:
- Os fatores de risco variam conforme o subtipo de AVC
- Hipertensão e dislipidemia são os mais relevantes
- Existe variação importante na população latino-americana
Isso reforça a importância de estudos locais e personalizados.
Compreender os fatores de risco é um dos principais caminhos para prevenção.
Grande parte dos casos pode ser evitada com diagnóstico precoce, acompanhamento e mudanças no estilo de vida.
A ciência já avançou muito e o conhecimento é uma ferramenta essencial nesse processo.
Referências:
https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S1052305711001509
https://docs.bvsalud.org/biblioref/2018/04/882918/02-avc.pdf
